O ex-presidente do União Brasil e deputado federal, aborda sua ideologia política, a crise interna de seu partido e as ameaças percebidas à democracia brasileira.

Em suma:
1. Liberalismo, Experiência Pessoal e Ideologia
Pois nesta Luciano Bivar Entrevista, o deputado federal se declara um liberal, embora admita que seu pensamento tenha se abrandado com o tempo.
Ele compartilha um bastidor pessoal que o fez cogitar o comunismo:
Aos 43 anos, no final do governo Collor, Bivar, que estava de saída de uma companhia de seguros, resgatou suas ações em dinheiro, transformou em moeda estrangeira e guardou “tudo aquilo embaixo do colchão”. Essa situação gerou preocupação, e ele pensou: se pudesse entregar essa quantia a uma previdência privada que garantisse saúde e educação para os filhos, faria na hora. Essa foi a primeira vez que pensou no sistema comunista, que implica abrir mão da liberdade para ter a segurança básica.
Atualmente, ele se sente muito carente no Brasil e, embora seja liberal na economia, defende a necessidade de um “socialismo moreno”, como costumava dizer Brizola.

2. Visão sobre a Democracia e as Instituições
Por causa de considerar o momento atual do país “muito preocupante”, ele defende que as instituições brasileiras, “estão boas” e “fortes”, não há motivo para atacá-las.
Leia a nossa sessão Política.
Ele vê a democracia como um processo lento, mas “depurativo”, e acredita que é essencial fortalecê-la por meio das instituições. Sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), Bivar argumenta que a Corte só interfere quando é instada a fazê-lo, e se posiciona porque a última palavra é dela, e não deve ser questionada.
3. Rompeu com Bolsonaro? e Houve tentativa de Golpe?
Bivar foi fundamental na ascensão de Jair Bolsonaro pelo PSL (predecessor do União Brasil), pois o ex-presidente tinha apenas 13% de apoio na época, e o partido deu ênfase à sua eleição, buscando mudanças após os escândalos do PT, como o mensalão.
Em suma, após assumir o poder, Bolsonaro começou a se distanciar das instituições. Bivar afirma que já “sentia os indícios” do que estava sendo tramado naquela época.
Ele relata um bastidor em seu livro Democracia acima de tudo:
O ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, o procurou preocupado com a minuta do decreto para intervir no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Bivar o aconselhou a “tocar fogo naquilo”. O documento, contudo, foi posteriormente apreendido pela Polícia Federal na casa de Torres.
Sobre as investigações e o julgamento de Bolsonaro: “não tem dúvidas de que os indícios contra ele são claros”.
Ele confia que “a preservação da democracia está sendo feita” e que a instituição “está forte e não vai abrir” a caprichos, correntes políticas, famílias ou países estrangeiros, para não perder a identidade.
Ele finaliza, dizendo que nunca sentiu esse sentimento patriótico tão forte.
4. União Brasil e Planos Futuros
Bivar expressa profunda decepção com o União Brasil: O ideal de criar um grande partido, de ideais liberais e focado em uma reforma tributária, “foi por água abaixo”. O União Brasil se tornou um “partido sem alma” e sem ideologia. Ele critica veementemente o atual presidente do partido, Antônio Rueda, a quem chama de “deplorável”, “uma fraude, é uma farsa”. Ele lamenta ter delegado a Rueda a relação de delegados durante a fusão do PSL com o Democratas, resultando na nomeação de parentes.
A visão de Luciano Bivar é um convite à reflexão sobre os rumos do nosso país. Qual sua opinião sobre os pontos levantados? Compartilhe nos comentários.
Leia a entrevista completa e aprofunde-se nesta análise crítica da política brasileira na Revista Mais Nordeste. [Link para a matéria completa]

