O CEP ainda define o futuro de quem cresceu na pobreza
Jovens do Nordeste oriundos do Bolsa Família têm quase metade das chances de formalização dos jovens do Sul. Os dados são do IMDS — e mostram que educação e território fazem toda a diferença.
📊 8,1% — Chance de jovem pobre do Nordeste chegar aos 25% mais ricos
📊 22,9% — Taxa de formalização de jovens do Bolsa Família no Nordeste (2015–2019)

Por que jovens do Sul chegam ao emprego formal quase duas vezes mais?
A diferença entre regiões ultrapassa 25 pontos percentuais. No Sul, 43,4% dos jovens do Bolsa Família conseguiram vínculo formal estável. No Nordeste, apenas 22,9%. O estudo do IMDS cruza dados do CadÚnico, da folha do Bolsa Família e da RAIS para rastrear essa trajetória ao longo de mais de uma década.
Educação muda o jogo — mas não sozinha
Jovens com ensino superior completo ficam até 8 meses e meio a mais no mercado formal do que aqueles sem o 5º ano do fundamental. Municípios com boa cobertura educacional e mercados de trabalho estruturados — mesmo no Norte e no Nordeste — conseguem superar a média nacional. O território importa tanto quanto o diploma.
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