A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) está com a maior parceria público-privada do setor de esgotamento sanitário. São R$ 19 bilhões, em um contrato de 30 anos, que irá beneficiar 24 municípios na região metropolitana de Fortaleza e no Cariri. Do total que será investido no programa, que vai aumentar a cobertura de acesso ao esgoto tratado em Fortaleza e região, R$ 6 bilhões serão aplicados em equipamentos, obras de construção, renovação dos equipamentos, e os restantes R$ 13 bilhões serão gastos com a operação propriamente dita, que vai desde combustíveis dos carros, salários, manutenção. A certificação está sendo feita pela Houer.
Existem dois modelos de PPPs. A administrativa, que é o caso da Cagece, e a patrocinada, quando o governo do estado entra com algum dinheiro.
Luciano Arruda, diretor de PPP da empresa explica: “80% do que nós arrecadamos com tarifa da água é entrega da operadora, no caso a Ambiental Ceará. A Cagece opera em 152 municípios (há 184 no estado), e apenas um, Carirus, não renovou. Possivelmente estão procurando uma forma autônoma. Na verdade, nos municípios de economia mais reduzida do interior do Ceará, a preocupação é com a água. Não há preocupação com o descarte, é irrelevante. Vou dar um exemplo. Num determinado município, estão previstos investir R$ 25,52 milhões. “Há municípios que o prefeito foi eleito porque defendeu o fim da taxa de lixo, e inversamente, prefeitos que perderam porque instituiram a taxa”, diz Arruda. Isso mostra que a preocupação com a assunto ainda não está plenamente consolidada com o descarte de resíduos em parte da sociedade.
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