Sem surpresas, o PIB desacelerou em 2025, fechando em 2,3%. Na edição de março da Mais Nordeste, em um bate-papo exclusivo com Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro IBRE, discutimos as bases para um crescimento econômico e produtividade no Nordeste que sejam sustentáveis e fujam do “autoengano” inflacionário.

O Risco de Crescer Além da Capacidade Produtiva
Silvia Matos alerta que tentar forçar um crescimento acima do potencial gera efeitos deletérios: inflação, juros reais elevados e volatilidade. Para que o Brasil avance, os investimentos precisam superar a marca dos 17% do PIB registrados no ano passado, focando em ganhos reais de eficiência.
Geopolítica: O Fator Oriente Médio
Um novo ingrediente de incerteza em 2026 é o conflito no Oriente Médio. A alta nos preços do petróleo, gás e fertilizantes impacta diretamente o agronegócio. O Irã, grande comprador de milho (9 milhões de toneladas em 2025), carne e soja, é peça-chave nessa balança. Esse cenário inflacionário global pode travar a queda de juros nos EUA e influenciar as decisões do COPOM este mês.
Caminhos para o Nordeste Sair da Estagnação
Como elevar o crescimento econômico e produtividade no Nordeste para que a região supere a histórica marca de 14% de participação no PIB nacional? Os caminhos propostos variam:
- Energias Renováveis: Foco estratégico no Hidrogênio Verde como vetor de reindustrialização.
- Polo Exportador (Matopiba): Aproveitar a força da região que já produz 19% da soja brasileira e expande para o milho.
- Educação de Qualidade: Superar a disparidade com o Sudeste para formar mão de obra qualificada que permaneça na região.
“Sem educação de qualidade e investimentos em produtividade, o Nordeste está fadado a permanecer na estagnação.”
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