Arrumar as contas públicas, gerar crescimento, reduzir os juros, segurar a inflação dentro da meta e pacificar um país dividido em duas correntes políticas: esses são os desafios do novo presidente que tomará posse em 5 de janeiro de 2027, seja ele Flávio Bolsonaro ou Luiz Inácio Lula da Silva.
Na matéria de capa da edição Nº 19, a jornalista Lydia Medeiros, de Brasília, mostra que a eleição trouxe um fato novo, o crescimento da direita em todo o país, e um fato consumado, a insatisfação do eleitor. O Congresso eleito tem perfil mais conservador, com a bancada do PL no Senado saltando de 12 para 28 cadeiras.

Um Judiciário no centro do debate
Reforma do STF, limites às decisões monocráticas e até impeachment de ministros devem disputar espaço com o ajuste fiscal, a conclusão da reforma tributária e os novos marcos para minerais críticos, terras raras e inteligência artificial. A pesquisa Datafolha de setembro mostra que apenas 14% confiam muito no STF.
Contas públicas, Centrão e política externa
A dívida pública chegou a 82,9% do PIB em agosto, e qualquer ajuste dependerá de negociação com o Centrão. Ouvindo economistas como Samuel Pessôa e Silvia Matos, ambos do FGV IBRE, e o cientista político Hussein Kalout, a matéria também analisa o equilíbrio entre Estados Unidos e China e a disputa por minerais críticos.
Este texto foi escrito antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro, e a Mais Nordeste circulou em 13 de outubro. Algumas informações podem ter ficado defasadas.
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