Com 3,3 mil quilômetros de extensão, o Nordeste é a região com o maior litoral brasileiro, respondendo por 40% de todo o litoral do país. Essa extensão nunca foi apenas um dado geográfico.

O mar estruturou rotas, definiu formas de ocupação, moldou cidades, economias e culturas. Aqui, o oceano sempre foi trabalho antes de ser paisagem. Foi alimento antes de ser cartão postal. Foi risco, fé, espera e horizonte.

Foi com a expressão “it’s all true” que Orson Welles tentou anunciar ao mundo que aquela não era apenas uma história, mas um fato. Em 1941, um grupo de jangadeiros cearenses deixou o litoral do Nordeste e cruzou o mar em jangadas rumo ao então Distrito Federal, no Rio de Janeiro, para reivindicar aposentadoria, direitos trabalhistas e reconhecimento para os pescadores do Brasil. O filme ficou inacabado. A verdade, não.

Ao tentar registrar aquela travessia no documentário “It’s All True”, Welles esbarrou nos limites políticos e institucionais de seu tempo. Ainda assim, captou algo essencial: a força coletiva de homens que, acostumados a enfrentar o risco cotidiano do mar, decidiram enfrentar também o silêncio do Estado. Concentrando 40% dos pescadores registrados no país, ao lado dessa pesca artesanal desenvolveu-se uma forte indústria industrial de pesca O Nordeste também passa a enxergar o oceano como espaço de ciência e inovação. A pesquisa com microalgas é um exemplo expressivo dessa transição. Com aplicações que vão da alimentação à indústria farmacêutica, da produção de energia à captura de carbono, as microalgas revelam um mar que vai muito além do peixe e da rede, projetando-se como base tecnológica da chamada economia azul.
Leia a Matéria Completa Aqui
Siga a nossa Nova Página do Linkedin Aqui
Siga-nos no Instagram Aqui
Este conteúdo faz parte da Edição nº 10 da Revista Mais Nordeste. Assine nossa newsletter para receber análises de especialistas no seu e-mail.

