Esta é uma das matérias mais densas e relevantes da Edição nº 10, pois conecta literatura, saúde pública e as grandes mudanças na infraestrutura de Pernambuco.
Como Mais Nordeste tem publicado em suas páginas, o saneamento básico deve ser olhado como uma prioridade pelos governantes.

O livro “A ausência que seremos”, do jornalista colombiano Héctor Abad, mostra a trajetória de seu pai, Abad Gómez, um médico sanitarista que, no começo da década de 60, “defendia a ideia elementar – mas revolucionária por beneficiar a todos e não a alguns poucos – , de que a prioridade era a água, e os recursos não deveriam ser gastos em outras coisas enquanto todos não tivesse garantido o acesso à água tratada”, diz seu filho, Héctor. Guarda uma certa semelhança, às avessas, com Carta ao pai, de Franz Kafka, – a carta escrita em novembro de 1.919 nunca foi enviada -, embora amplie a visão para uma análise das forças conservadoras da Colômbia, do poder da Igreja, da deterioração de Medelin, e de seu amor por seu pai, enquanto a carta de Kafka era recheada de rancores.

Seguindo esse exemplo, a partir de agora, a gestão e a exploração comercial dos serviços e água e esgoto, passam para as mãos da iniciativa privada, através do Consórcio Pernambuco Saneamento e o Grupo Pátria Investimentos. A Compesa, a empresa estatal de água e esgoto de Pernambuco vai continuar responsável pela produção e venda de água tratada para a concessionária. Pernambuco tem quatro das 20 cidades brasileiras com os piores índices de um ranking nacional de saneamento básico. Segundo o levantamento do Trata Brasil com a Consultoria GO Associados, os municípios investiram, em quatro anos, menos de 65% do que seria necessário para universalizar o acesso à rede de esgoto e água tratada. Com o leilão, o governo pretende chegar até 2033, com 99% da água tratada e 98% de esgoto.

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