A entrada em vigor da Lei nº 15.430/2026, que institui a Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga, colocou uma pergunta no centro do debate ambiental brasileiro: de onde virão os recursos para tirar a lei do papel? Em artigo exclusivo, Sergio Leitão e Alfredo Lopes defendem que o financiamento climático da Caatinga precisa deixar de ser exceção para se tornar prioridade nacional — e explicam por quê.

Por que a Caatinga precisa do financiamento climático
Durante décadas, a Caatinga foi tratada como vegetação “menor” ou “degradada por natureza” — uma visão que ajudou a justificar a escassez de investimentos no único bioma exclusivamente brasileiro. Os autores mostram, com dados da Embrapa e do Instituto Escolhas, por que essa percepção está equivocada: o bioma sustenta bacias hídricas que abastecem cerca de 50 milhões de nordestinos e hoje enfrenta risco de desertificação em 40% de sua extensão.
A matéria também traz um raio-x inédito da evolução do desmatamento na Caatinga entre 2020 e 2025, o potencial econômico de R$ 30 bilhões em benefícios com investimentos de restauração, e o mapeamento dos aportes públicos já em curso — do Plano Brasil-Nordeste de Transição Ecológica ao GEF/GCF.
Quer entender como o Tropical Forest Finance Facility (TFFF) pode mudar esse cenário e por que o Ministério da Fazenda é apontado como peça-chave na regulamentação da nova lei? Leia a matéria completa na edição de Agosto de 2026 da Revista Mais Nordeste.
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