Vocês sabiam que existe uma árvore que “não desidrata” — e por causa disso virou uma das riquezas mais discretas do Nordeste?
Ela resiste ao sol e à seca do semiárido há séculos — e hoje sustenta uma cadeia produtiva que movimenta dezenas de milhões de dólares por ano. A cera de carnaúba, extraída de uma palmeira nativa do Nordeste, é um dos ingredientes naturais mais versáteis do mundo industrial, presente em cosméticos, remédios, chocolates e até vernizes automotivos.

Em nossa edição de agosto, o físico e presidente da Funcap Raimundo Nogueira da Costa Filho conta a história dessa “árvore da vida”: das origens no tupi karana’yba até a Expedição Carnaúba do empresário americano Herbert Fisk Johnson Jr., em 1935. O texto detalha também o processo de produção da cera de carnaúba — do corte manual das palhas à filtragem industrial — e os números que fazem do Ceará o maior exportador do produto no Brasil.
Só em 2024, o estado exportou quase 12 mil toneladas de cera vegetal, um recorde puxado pela demanda asiática. Mas por trás das cifras milionárias, a matéria também expõe o lado humano da cadeia: o trabalho pesado dos extrativistas no sertão, condições já classificadas por autoridades como análogas à escravidão, e uma nova ameaça ambiental — a trepadeira invasora unha-do-diabo, que já compromete carnaubais em quatro estados nordestinos.
Leia a matéria completa na íntegra em nossa edição digital de agosto. Acesse aqui.
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Raimundo Nogueira da Costa Filho é presidente da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) e professor titular de física na Universidade Federal do Ceará.
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