A Inglaterra, um dos países mais centralizados do mundo desenvolvido, começa a maior descentralização da Inglaterra em um século. Impulsionado pela eleição do primeiro-ministro trabalhista Andy Burnham, o país aposta em devolver poder político, social e econômico às suas regiões — um movimento que soa familiar a quem vive no Nordeste brasileiro.

Em artigo exclusivo, Patrício Vergara, PhD em Desenvolvimento Econômico e pesquisador da Funcap, analisa por que um país com renda per capita cinco vezes maior que a do Brasil enxerga a centralização como obstáculo ao seu próprio desenvolvimento. O texto mostra números reveladores: Londres concentra 17,7% da população da Inglaterra e é 16 vezes maior que a sétima cidade mais populosa do país — uma primazia urbana ainda mais extrema do que a de São Paulo sobre o Nordeste.
Mas o artigo vai além da comparação de dados: ele questiona se a tendência mundial de concentração autocrática de poder — hoje 92 autocracias contra 87 democracias no planeta — pode ser revertida pela via oposta, a da devolução de poder às comunidades. E adverte: políticas semelhantes já foram tentadas na América Latina, com resultados bem menos animadores.
Quer entender o que o Brasil — e especialmente o Nordeste — pode aprender com a experiência inglesa? Leia a matéria completa na nossa edição digital de agosto.
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