Autora: Lydia Medeiros, de Brasília | Edição Agosto 2026 (Nº 17)
Nestas eleições 2026, partidos como MDB, PP, União Brasil, Republicanos e PSDB devem ficar fora da disputa pela Presidência da República — e a razão não é falta de força política. É o oposto. A prioridade da maioria dos partidos não é chegar ao Planalto, mas garantir bancadas parlamentares fortes no Congresso, onde hoje está o verdadeiro poder sobre o dinheiro público.
As emendas parlamentares impositivas deram ao Legislativo autonomia sobre R$ 61 bilhões do Orçamento em 2026. O modelo, batizado de “jabuticaba” pelo cientista político Creomar de Souza, transformou parlamentares em “prefeitos federais” — e já é alvo de auditorias do TCU, que identificaram irregularidades em 82% dos repasses analisados em emendas Pix.

A reportagem de Lydia Medeiros, direto de Brasília, mostra como esse novo equilíbrio de poder complica a formação de maiorias no Legislativo, pressiona o STF, e ainda deixa o próximo presidente — seja Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado ou Romeu Zema — com margem mínima para tocar reformas fiscais e previdenciárias urgentes.
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