O Ideb 2025 confirma que a educação básica brasileira melhorou, mas em ritmo lento — e que boa parte do avanço do país veio do Nordeste. Ceará, Piauí, Alagoas e Pernambuco se destacaram tanto no ensino fundamental quanto no médio, enquanto Bahia e Maranhão amargaram os piores resultados da região.

Depois de quase 19 anos de divulgação do índice, os dados mostram uma recuperação parcial das perdas da pandemia, mas com um alerta recorrente: os estudantes brasileiros seguem com dificuldades sérias em matemática, incapazes muitas vezes de resolver operações consideradas elementares, como uma regra de três ou a leitura de um gráfico de pizza.
Na reportagem de capa desta edição, Claudio Conceição mostra como o Piauí rompeu a barreira histórica de maus resultados no ensino médio, como o Ceará e Alagoas concentram as escolas com as notas máximas do país nos anos iniciais — e por que especialistas alertam que parte da melhora do Ideb vem de um artifício: o aumento artificial das taxas de aprovação, e não necessariamente de mais aprendizado.
A matéria completa traz ainda o ranking estadual do Nordeste no ensino médio, a lista dos municípios nordestinos com nota máxima no fundamental, a comparação com Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, e a análise do Todos pela Educação sobre duas décadas de aprendizagem no país.
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