A educação brasileira avançou — mas devagar. Os dados do Ideb 2025 mostram uma recuperação lenta das perdas da pandemia, com desafios persistentes em matemática e sinais de esgotamento do índice como principal termômetro da educação do país. Em meio a esse cenário, uma região se destacou: o Nordeste puxou boa parte dos avanços conquistados.

Na Nota dos Editores desta edição, Claudio Conceição e Arnaldo Santos mostram como Piauí, Ceará, Pernambuco e Alagoas se tornaram referências nacionais em políticas de melhoria do aprendizado — enquanto Bahia e Maranhão ainda enfrentam os maiores gargalos da região.
- Piauí teve o maior avanço nordestino no ensino médio, com nota 4,9 — 2º lugar do país
- Ceará e Alagoas concentram o maior número de escolas com notas máximas do Brasil nos anos iniciais
- A escola Deputado Irapuan Pinheiro, em Fortaleza, é a melhor do país nos anos finais do fundamental
- Bahia ocupa a última colocação nacional (27º lugar) nos anos finais do fundamental
A Nota dos Editores também traz o Observatório da Produtividade da FGV IBRE, o diagnóstico fiscal e econômico do Rio de Janeiro feito pela RioAgora.org, a carta do IMDS sobre mobilidade social e dívida pública, além de uma reportagem especial sobre a cajuína piauiense e o poeta Torquato Neto, e o avanço da desertificação no semiárido nordestino.
Quer saber estado por estado como cada um do Nordeste se saiu no Ideb 2025 — e entender por que a dívida pública brasileira também é uma questão de mobilidade social? Leia a matéria completa na nossa edição digital de setembro.
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