O cenário mais recente da guerra comercial do governo Trump contra o Brasil nos obriga a pensar nas condições que o país e o Nordeste têm para enfrentar.
A competitividade do Nordeste
O desenvolvimento da nossa região é real. A modernização chegou e a infraestrutura avança. Mas, com as novas tarifas americanas, será que todo esse progresso corre o risco de parar?
Um papel importante na melhoria social do Nordeste é desempenhado pelos diversos programas sociais de transferência de renda

Acima: Páginas 21 e 22 da revista
O contexto nacional de competitividade
É importante destacar que a situação no Nordeste se situa em um contexto nacional que condiciona fortemente suas alternativas de desenvolvimento, especialmente no cenário de guerra comercial. Examinemos aqueles relacionados aos indicadores acima mencionados.
Ranking Mundial de Competitividade fornecida pelo IMD (2025), o Brasil está em 58º lugar.
Uma visão geral de sua competitividade em termos de desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura é a seguinte:
- Problemas de dívida pública (69º entre 69 países).
- Legislação empresarial favoravel para o desenvolvimento econômico (67º).
- Quadro institucional (65º), que inclui a adaptabilidade da política governamental às mudanças no alto nível da economia, baixa presenca de suborno e a corrupção, um quadro legal e regulatório que promova a competitividade das empresas, a transparência da política governamental satisfatória e a vigencia do Estado de direito.
- Estrutura social (65º), que examina o funcionamento da sociedade de uma nação, incluindo fatores como coesão social, justiça social e capacidade de proporcionar uma alta qualidade de vida para seus cidadãos.
É evidente que o quadro de competitividade do Brasil apresenta dificuldades adicionais à competitividade dos estados do Nordeste, especialmente em um cenário de guerra comercial e política travada pelo novo presidente dos EUA contra o Brasil.
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