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O Brasil sob o olhar de Marcílio

Claudio Conceição por Claudio Conceição
10 de julho de 2025
em Desenvolvimento
O Brasil sob o olhar de Marcílio

O ano era 1931. Nascia no dia 25 de novembro, na rua Souza Lima, número 59, no Rio de Janeiro, em uma quarta feira ensolarada, Marcílio Marques Moreira. Apressado, nasceu antes do médico chegar na casa de seus pais, Mário Moreira da Silva e Noêmia de Azevedo Marques Moreiras da Silva. O Brasil acabava de ganhar um futuro intelectual, que teve papel fundamental na história econômica e política do país, como os anos seguintes iriam mostrar.

A vida de Marcílio é digna de um filme. Herdou o DNA diplomático da família, da parte de seu tio-avô materno, José Manuel de Azevedo Marques, que foi ministro de Relações Exteriores do presidente Epitácio Pessoa, 11º presidente brasileiro no período 1919 a 1922. Seu governo foi marcado por revoltas militares que acabariam na revolução de 1930, levando Getúlio Vargas ao governo. Seu pai também carregava o DNA diplomático, quando em 1955 assumiu o cargo de Diretor do Conselho Federal de Comércio Exterior, em um período político extremamente conturbado do país.

No livro “O social como elixir”, editado pela Insight, Marcílio conta a sua trajetória profissional e pessoal, onde se destaca a sua eterna defesa pelas liberdades individuais, sempre repudiando atos e ações autoritárias. Foi já pequeno que o horror por arroubos dessa natureza começou a moldar seu caráter e ações que se perpetuaram ao longo de sua vida.

Com três anos de idade, a família muda para a Áustria. Seu pai era cônsul brasileiro em Viena. Como escreveu o economista Edmar Bacha no Prefácio do livro, o liberalismo que acompanhou Marcílio por toda a vida, “veio naturalmente da infância sofrida. Criança, enfrentou delicado quadro de saúde, dentro da atmosfera política de totalitarismo na Áustria. Atado à cama pela doença, um reumatismo articular agudo, sem poder se levantar, envolto pelos discursos de Hitler transmitidos pela rádio BBC, Marcílio olhava pela janela e via senhoras judias constrangidas a limpar o chão. Sentiu na pele – e na alma – a lâmina iníqua do regime, quando em 1939, foi privado do atendimento de seu médico judeu e vítima da perseguição nazista”.

Após quatro meses de cama, a recuperação foi longa e dolorosa. Teve que reaprender a andar pelas mãos de seus pais, Mário e Noêmia. Aos seis anos de idade, já havia aprendido que o mundo afundaria em um período de trevas com o avanço nazista.

Enclausurado dentro de casa, foi alfabetizado em alemão gótico, bem mais complexo que o alemão tradicional. Teve aulas de português com Clarice Lispector, que morava, na época, na Europa, o que levou o pequeno Marcílio a começar a ingressar no fabuloso mundo da leitura.

A invasão da Polônia por Hitler em 1939, decretando o início da Segunda Guerra Mundial, levou o aflito pai de Marcílio a colocar a família no penúltimo navio a sair da Itália rumo ao Brasil, numa rota de fuga do avanço do nazismo. Mário, seu pai, só voltaria ao Brasil em 1940. Com o fim da guerra, a família arrumou as malas e zarpou, novamente, para a Europa, dessa vez para a Suíça onde seu pai, a convite de Getulio Vargas, foi assumir o cargo de ministro plenipotenciário em Berna.

O livro é um misto de autobiografia e da história econômica do país, sob a ótica de Marcílio, que relata seus tempos de infância, a avidez pela leitura, a formação de uma família, com fortes laços católicos, sua formação profissional, sua passagem por cargos importantes no governo e empresas.

Uma de suas primeiras incursões na vida pública começou em 1957 quando serviu como secretário na Embaixada brasileira em Washington, onde também exerceu as funções de diretor temporário do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Em 1963 foi assessor do então ministro da Fazenda San Tiago Dantas. Até o fim de 1965, foi assessor geral de Operações Internacionais do BNDE, hoje, BNDES. Foi ministro da Fazenda no governo Fernando Collor de 10 de maio de 1991 a 02 de outubro de 1992.

Leia também: “Nordeste: R$ 30 bilhões para obras de segurança hídrica”

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