As eleições deste ano à Presidência ganharam novos ingredientes que tendem a acirrar a polarização. A chegada do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD, tem efeito em todas as pré-candidaturas no campo da direita. Presidente do PSD e responsável pelo ingresso de Caiado, que estava sem espaço para um voo presidencial no União Brasil, Gilberto Kassab mandou um recado a Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e, também, presidenciável, que tem três vagas para negociar na chapa à reeleição em São Paulo (um vice e dois senadores).
Kassab ganha força para se tornar o candidato a vice de Tarcísio neste ano, e se tornar governador em 2030, se a chapa for vitoriosa e se Tarcísio se desincompatibilizar para disputar a Presidência.
Com uma tacada, Kassab tirou um candidato a presidente, isolou outro e se posicionou para ser governador em 2030. Concentra, agora, o espaço até então vazio da centro-direita, e sem dar as mãos ao bolsonarismo, ciente da sua rejeição. Enfraquece a campanha de Flávio Bolsonaro, mas também torna o governador paulista menor.
A leitura mais óbvia da entrada de Ronaldo Caiado no PSD é a avenida aberta para Ratinho Junior ser o candidato a presidente pelo partido na eleição deste ano. O governador do Paraná é apontado pelos caciques do PSD como nome mais forte na disputa, e a aposta agora é que a candidatura presidencial de Caiado se transformará, em breve, numa candidatura ao Senado.
Leia a nota e veja como uma única filiação partidária pode causar um efeito dominó em todas as pré-candidaturas:
- Por que Ronaldo Caiado escolheu o PSD para o seu “voo presidencial”?
- Como a aliança entre o PSD e o Novo (de Romeu Zema) pode isolar outros nomes da direita?
- Qual o plano de Kassab para assumir o governo de São Paulo em 2030 através de Tarcísio de Freitas?
O cenário político de 2026 está sendo montado agora, e o Nordeste precisa estar atento a essas movimentações que impactarão diretamente as alianças regionais.

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