Quando o assunto é gestão da água no Ceará, poucas vozes têm tanta autoridade quanto a de Raimundo Nogueira da Costa Filho, presidente da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap). Físico, ex-bancário, ex-professor no Canadá e autodefinido “um dos últimos generalistas em física”, Raimundo abriu as portas de sua trajetória e de seu diagnóstico sobre os gargalos do semiárido em bate-papo exclusivo com Claudio Conceição, diretor editorial da Mais Nordeste.

Nascido na periferia de Fortaleza em 1969, filho de um vendedor de jornais com deficiência física severa, Raimundo se tornou provedor da família aos 14 anos como jovem aprendiz do Banco do Brasil — e, décadas depois, doutor em física com passagem por universidades canadenses. Hoje, à frente da Funcap, ele defende uma tese direta: melhorar em 20% a gestão hídrica do estado, reduzindo desperdícios em até 15%, pode destravar um crescimento econômico de até 4% ao ano para o Ceará.
A escassez de água como gargalo histórico
Na entrevista, Raimundo relembra que, historicamente, toda seca fazia o PIB cearense despencar — até a seca de 2013/2014, considerada a maior de todos os tempos, quando pela primeira vez a economia não recuou, graças a avanços na gestão da água. Ele também comenta o papel do programa Cientista Chefe da Funcap, o “Capacete Elmo” criado durante a pandemia, a introdução do mirtilo no Ceará e os desafios de atrair mais investimento privado para a ciência estadual.
Quer conhecer a trajetória completa de Raimundo Nogueira da Costa Filho e todos os detalhes sobre os estudos da Funcap na Caatinga, a disparidade de recursos entre estados e os caminhos que ele aponta para o Nordeste? A entrevista completa está na edição de julho da Mais Nordeste.
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