Depois de anos sendo tratada como “apenas um problema de seca”, a Caatinga finalmente ganhou o que nunca teve: uma Política Nacional própria. A Lei nº 15.430, sancionada em 10 de junho, cria o Programa Nacional para a Recuperação da Vegetação da Caatinga — e os números por trás dela são impressionantes.
Recuperar as áreas desmatadas do bioma pode gerar 465,8 mil empregos, remover 702 milhões de toneladas de CO2 da atmosfera e produzir 7,4 milhões de toneladas de frutas, verduras e hortaliças, segundo estudo do Instituto Escolhas.

A lei nasceu de projeto da prefeita de Crateús (CE), Janaína Farias, com apoio técnico do Instituto Escolhas — e chega em um momento crítico: entre 42% e 46% da cobertura vegetal original da Caatinga já foi suprimida, com 94% da área sob risco de virar deserto.
Presente em nove estados e responsável pela segurança hídrica de mais de 50 milhões de nordestinos — do Açude Castanhão, no Ceará, à barragem de Pedra do Cavalo, na Bahia —, a Caatinga é hoje um dos biomas menos protegidos do país. Isso está prestes a mudar.
Claudio Conceição foi ao Recife, a convite do Instituto Escolhas, e ouviu o diretor-executivo Sergio Leitão sobre os desafios de tirar a lei do papel, o potencial bilionário da bioeconomia da Caatinga e por que “esquecer” o bioma custa caro ao Brasil.
A reportagem completa está na edição de julho da Mais Nordeste. Leia a matéria completa com todos os dados, gráficos e a entrevista exclusiva:
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