As últimas previsões climáticas apontam para a probabilidade de o Brasil enfrentar o El Niño mais severo da história. Segundo o Centro de Previsão Climática da Universidade de Maryland, há 97% de chance de o fenômeno persistir até o início da primavera de 2027 — com impactos diretos sobre safras, energia, inflação e a vida de milhões de brasileiros.
O fenômeno El Niño-Oscilação Sul (Enos) já pressiona a previsão de quebra de safra 2026/2027, estimada inicialmente em 1,8% frente à safra anterior, com quedas em milho, algodão, arroz e sorgo. O Brasil, que importa mais de 90% dos fertilizantes usados na lavoura, também sente o efeito do fechamento do Estreito de Ormuz sobre o comércio mundial de insumos agrícolas — fator que já elevou os preços dos fertilizantes em 25% entre fevereiro e maio.

Mas os efeitos vão muito além da porteira da fazenda. Estudo da XP Investimentos aponta pressão também sobre geração de energia, transportes e varejo. Enquanto o Nordeste, o Norte e parte do Centro-Oeste devem conviver com estiagem prolongada, a Região Sul se prepara para o risco oposto: chuvas volumosas e enchentes, como as que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024.
A reportagem de capa da edição de agosto da Mais Nordeste, assinada por Claudio Conceição, reúne dados do IBGE, da FAO, da Embrapa, do Cecafé e do Boletim do Painel El Niño 2026/2027 (Inpe/Cemaden/Inmet) para mostrar como duas “crianças climáticas” — El Niño e La Niña — podem definir o destino da economia brasileira e da vida de milhões de pessoas nos próximos meses.
O que você vai encontrar na reportagem completa:
- Como o El Niño pode reduzir entre 15% e 20% a safra recorde de café prevista pela Conab
- Por que o risco climático está mais concentrado nas culturas alimentares do Norte e Nordeste do que na soja do Centro-Oeste
- O impacto esperado sobre a conta de luz, a saúde pública e a logística de exportação
- As estratégias de preparação recomendadas para o Nordeste diante da chegada do fenômeno
A matéria completa, com gráficos, infográficos e a cronologia climática do Brasil desde 2015, está disponível na edição digital de agosto da Mais Nordeste.
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